Diagnóstico Comercial · Grupo FQ

Instituto GN

Tráfego, CRM e processo de vendas — um retrato completo de onde a operação está hoje, o que já foi feito e o que precisa acontecer para converter o volume que já está sendo gerado.

R$4,5k–20k
Ticket por procedimento
3
Vendedoras em formação
Sete Lagoas/MG
Unidade principal

Onde estamos

Perfil da operação

Instituto GN, clínica de estética avançada do Dr. Guilherme Nunes, especialista em Harmonização Íntima (peniana e feminina), facial e glúteos. Presença forte no Instagram (pessoal e institucional), atendendo Sete Lagoas/MG com pacientes de Belo Horizonte e outros estados.

Dr. Guilherme Nunes Rayane, Isadora/Aline — equipe comercial
Ciclo de venda: altamente variável — de fechamento no mesmo dia a até 3 anos. É uma decisão de alto envolvimento emocional (autoestima, confiança, trauma), não uma compra racional comparável a outros produtos.
Ticket médio de referência
R$ 12.000Faixa: R$4.500 a R$20.000
Equipe comercial
3 SDRsMeta: 4 — time recente, em formação
Motivo de perda mais citado
"Não pode agora"Adiamento, não recusa
Estrutura de CRM
Implementada3 funis + automações completas
Contexto da parceria: a FQ já implementou toda a estrutura de CRM (qualificação, follow-up, lembretes, nutrição de 12 meses) e faz a gestão do tráfego pago. Este documento consolida onde a operação está e o que fazer para destravar o próximo patamar de faturamento.

Ponto de partida

O tráfego está entregando

Antes de olhar qualquer gargalo interno, é importante deixar claro: a geração de demanda não é o problema. O investimento vem sendo otimizado de forma consistente e o volume de conversas iniciadas é alto e crescente.

CampanhaLeitura
Harm. Peniana — Meu PúblicoMotor principal, custo por conversa muito baixo, Hook Rate acima de 60%
Campanha SensívelSólida, sustenta parte relevante do volume de conversas
Campanha BaseIdentificada corretamente como saturada e pausada para revisão
O que isso significa: o orçamento diário da campanha de melhor performance já foi aumentado a pedido do próprio Dr. Guilherme. O volume de entrada é forte e crescente — o que acontece depois de a conversa começar é onde a receita está sendo perdida.

O que está travando o funil

Diagnóstico da operação

O funil existe, tem etapas claras e automações desenhadas. O que os dados atuais revelam é onde e por que o volume gerado pelo tráfego não está virando faturamento na mesma proporção.

Conversa iniciada (tráfego)
Qualificação / atendimento
Orçamento / consulta agendada
Negociação
Venda ganha

Ilustração do formato do funil — sem taxas de conversão numéricas por etapa. O motivo está no ponto 4.1 abaixo.

4.1
O dado hoje não é confiável o suficiente para apontar o gargalo exato
Este é o ponto mais importante do diagnóstico. Hoje não é possível afirmar com precisão em qual etapa específica a maior parte da receita se perde, porque o CRM não está sendo atualizado de forma consistente pela equipe — cards de venda ganha esquecidos, motivo de perda registrado incorretamente, leads sem tarefa em aberto. Isso não é limitação da ferramenta, é limitação de adoção.
Prioridade máxima
4.2
Volume parado sem tratamento ativo
Uma fatia relevante da base de leads ativos está concentrada na etapa de atendimento humano, sem tarefa em aberto e sem contato recente. Na prática, parte do investimento em tráfego está gerando conversas que nunca recebem resposta consistente.
Alto impacto
4.3
Inconsistência entre o combinado e o configurado
A cadência de reengajamento desenhada com a equipe previa o primeiro contato automático em 24h para leads que esfriaram na etapa inicial. O que está documentado hoje prevê o primeiro reengajamento apenas 15 dias depois — exatamente na etapa onde mais se perde volume, que deveria ter o tempo de resposta mais curto de todo o funil.
Ajuste técnico
4.4
Recompra: pedida pelo Dr. Guilherme, ainda não ativada
A automação de lembrete de manutenção/recompra já está desenhada na estrutura. Para ativá-la, é necessário que o uso do CRM esteja correto — principalmente que os leads sejam corretamente marcados como "venda ganha", já que é a partir dessa data que o sistema calcula quando lembrar o paciente do retorno. Sem esse registro consistente, a automação não tem como saber quem, quando ou de qual procedimento lembrar.
Depende de adoção

Análise qualitativa

O que a análise de atendimento revelou

Uma amostra de conversas reais foi analisada em profundidade. Os achados confirmam que o problema não é falta de talento comercial — é falta de processo e de padrão.

Pontos fortes já acontecendo

Oferta cruzada no timing certo — apresentar a harmonização peniana como complemento logo após o cliente ver prova social de outro procedimento.
Reposicionamento pós-venda — a frase de agradecimento pela decisão reduz o arrependimento de compra em ticket alto.
Envolvimento pessoal do Dr. Guilherme no pós-operatório gera retenção real — mas hoje só acontece quando o problema já escalou.
Reconhecimento de leads "pré-vendidos" — quando o padrão é identificado cedo, a equipe já pula direto para o agendamento.

O maior vazamento identificado — tempo de resposta

Caso 01
Perguntou "como faço para agendar?"
Ficou 4 dias sem resposta humana — apenas o follow-up automático recuperou o contato.
Caso 02
Negociação ativa, depois silêncio
Múltiplos intervalos de 1-2h e um silêncio de 3 dias. Card seguiu 18 dias parado em "Atendimento", R$0, sem consulta agendada.
Caso 03
Recebeu PIX para reservar consulta
3 semanas sem qualquer follow-up. Quando a equipe retomou, o cliente já havia desistido por distância.
Qualidade do dado comprometendo a gestão: um card foi classificado com motivo de perda "fechou com concorrente", mas a conversa mostra que o motivo real foi distância geográfica. Esse tipo de erro de categorização distorce qualquer relatório de motivo de perda — reforça o ponto 4.1.
Padronização apagando o acolhimento: mensagens de explicação sobre o procedimento aparecem idênticas entre pacientes diferentes, inclusive no momento em que o cliente mais precisa se sentir ouvido individualmente. Momentos de vulnerabilidade emocional revelados pelo paciente não recebem resposta direta antes de o atendimento seguir adiante.
Ponto de atenção sobre conduta: foi identificado um episódio isolado de indicação de produto de terceiros durante o acompanhamento pós-operatório de um paciente — o tipo de ação que, mesmo bem-intencionada, expõe a marca a risco de posicionamento e de responsabilidade clínica. Recomendamos alinhamento direto com a equipe para que esse tipo de decisão nunca parta do time comercial.

Base construída

O que já fizemos

Implementação completa dos 3 funis
Vendas, Clientes Ativos e Nutrição de 12 meses
Automações de qualificação e distribuição
Robô de boas-vindas, distribuição aleatória de leads, lembretes de consulta
Scripts de follow-up estruturados
Pré-orçamento, negociação e nutrição de longo prazo
Gestão de tráfego pago
Otimização contínua e leitura semanal de performance
Duplicidade de WhatsApp resolvida
Integração única, sem mais mensagens em duplicidade para o paciente
Diagnóstico técnico e qualitativo completo
Este documento — base para o próximo passo

A causa raiz

O gargalo real: processo e pessoas

A infraestrutura está pronta. O que está faltando não é automação — é capacidade da equipe de operar essa estrutura com consistência.

O time comercial do Instituto GN é uma equipe jovem, ainda em formação, sem experiência prévia consolidada em vendas de alto ticket. Isso explica tudo o que foi encontrado: tempo de resposta inconsistente, dado mal registrado, mensagens de acolhimento despersonalizadas, motivo de perda mal categorizado, decisões pontuais fora do escopo do papel comercial.

Nenhuma automação resolve isso sozinha. Um CRM perfeito, com uma equipe sem SLA de resposta, sem disciplina de atualização e sem repertório para lidar com objeções de venda emocional e de alto ticket, continuará perdendo receita — só que agora com dados melhores para provar isso.

O que fazemos agora

Plano de ação

Imediato — ajustes técnicos e de processo
01
Corrigir a cadência de follow-up da etapa de pré-orçamento — reengajamento automático em 24h/48h, não em 15 dias
02
Ativar a automação de recompra — depende do uso correto do CRM pela equipe, principalmente do registro consistente de leads como "venda ganha", que alimenta o cálculo do retorno de manutenção
03
Eliminar o uso de lista de transmissão para leads em atendimento ou negociação ativa
04
Auditar e corrigir cards com motivo de perda genérico ("fechou com concorrente") para restaurar a confiabilidade do relatório
Estrutural — adoção e disciplina de uso
05
Estabelecer SLA de resposta humana — sugestão: até 2h em horário comercial, com monitoramento ativo
06
Criar rotina de revisão de cards — nenhum lead sem tarefa em aberto
07
Regra clara de resposta — perguntas técnicas e médicas específicas sempre respondidas por texto, nunca ficam sem registro
Estratégico — o que muda o patamar de faturamento
08
Capacitação comercial da equipe — ver próxima seção

A próxima etapa

Preparar o time para vender
no padrão do ticket

O Instituto GN tem tráfego excelente, estrutura de CRM completa e um produto de altíssimo valor percebido — mas uma equipe comercial iniciante operando sozinha nesse cenário. Isso não é uma falha da equipe: vender um procedimento de R$12.000, carregado de emoção e decisão de longuíssimo prazo, exige um repertório que não se aprende sozinho, só no dia a dia.

🎯
Acolher objeções emocionais
Reconhecer e trabalhar medo, insegurança e vergonha sem perder o fio da venda — o que hoje passa sem resposta direta.
🩺
Segurança em perguntas técnicas
Responder com confiança questões médicas específicas, sem depender do médico para tudo.
Reconhecer o lead "pré-vendido"
Qualificar rápido quem já chega quente e não desperdiçar esse calor com processo desnecessário.
🗣️
Consistência sem soar robótico
Manter padrão de atendimento de alto nível sem repetir script palavra por palavra entre pacientes.
🔁
Recompra como fonte de receita
Usar a base de clientes ativos e a automação de manutenção como motor de faturamento recorrente.
📋
CRM como parte da venda
Disciplina de uso do CRM integrada ao processo comercial — não como tarefa extra, mas como parte de vender bem.
Esse é o próximo passo natural depois de toda a estrutura já implementada — e o que efetivamente vai fazer o time converter o volume de tráfego que já está sendo entregue.

Simulação de impacto

Onde a receita
está represada

Estes números são uma simulação para ilustrar o potencial de impacto — não substituem uma medição real, que só será possível após a adoção consistente do CRM pela equipe.

80
R$ 12.000
8%
Estimativa conservadora e ajustável — não representa dado medido do CRM atual.
Receita represada estimada
R$ 960.000
Leads parados × ticket médio
Receita recuperável / mês
R$ 76.800
Com SLA de resposta ativo
Vendas recuperadas / mês
+6
Estimativa de conversões adicionais
Ganho anual estimado
R$ 921.600
Receita adicional em 12 meses
Não considera recompra nem capacitação comercial. Estes números refletem apenas a recuperação de leads parados — os outros dois pilares do plano de ação representam ganho adicional não contabilizado aqui.

Roadmap

Próximos passos

1
Corrigir cadência de follow-up e demais ajustes técnicos
Reengajamento em 24h/48h na etapa de pré-orçamento
2
Ativar automação de recompra
Depende da equipe registrar corretamente os leads como "venda ganha"
3
Implementar SLA e rotina de revisão de cards
Nenhum lead sem tarefa em aberto, monitoramento ativo
4
Auditoria de dados incorretos
Corrigir motivos de perda mal categorizados
5
Apresentar proposta de capacitação comercial
Preparar a equipe para vender no padrão do ticket do Instituto GN
6
Reunião de reavaliação em 30 dias
Com dado mais confiável para medir o gargalo real